quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Revista Entrevista nº 31 será lançada quarta-feira (13), nos jardins da Reitoria.

Será nesta quarta-feira (13), a partir das 18h, o lançamento da 31ª edição da Revista Entrevista, produção dos alunos da disciplina Laboratório de Jornalismo Impresso, do Curso de Jornalismo da UFC. O evento acontece nos jardins da Reitoria da Instituição (Av. da Universidade, 2853 – Campus do Benfica).

Nesta edição, foram entrevistados a Profª Júlia Miranda, pesquisadora de religião; Flávio Paiva, jornalista, compositor e escritor; Pingo de Fortaleza, músico, compositor e um dos fundadores do Maracatu Solar; Melquíades Júnior, jornalista e repórter especial do jornal Diário do Nordeste, e Joaquim de Melo Neto, criador do Banco Palmas e um dos principais líderes comunitários do Conjunto Palmeiras, bairro da zona sul de Fortaleza.

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Capa da 31ª edição da Revista Entrevista

Com abordagem diferenciada, a Revista Entrevista busca captar a sensibilidade e a história de vida de personalidades, onde entrevistadores e entrevistados partem em busca do diálogo possível, do olhar diferenciado e sensível. A publicação existe desde 1992 e já entrevistou cerca de 150 personalidades do cenário político, econômico e cultural do Ceará e do Brasil, tais como o poeta Patativa do Assaré, a escritora Rachel de Queiroz, o jornalista Caco Barcellos e o cantor Ney Matogrosso.

A Revista Entrevista n° 31 é uma produção dos alunos Analu Morais, Andressa Souza, Bárbara Rocha, Camila Aguiar, Jéssica Maria Viana, Joyce Lopes, Luana Barros, Paulo Jefferson Barreto, Raíssa Veloso, Roberta Souza e William Santos, sob a orientação do Prof. Ronaldo Salgado, idealizador da publicação. Mais informações pelos telefones (85) 8706 3109 e 9902 9256.

Fonte: Curso de Jornalismo da UFC – fones: 85 3366 7708 e 3366 7718
Fonte: Portal UFC / Blog do Eliomar

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Casa vira ponto turístico após boato de demolição

DER já negou a informação; Prefeitura estuda tombamento do imóvel e a criação de um centro cultural
À medida que o fim da tarde se aproxima, o número de pessoas em volta do Casarão de Água Verde, localizado às margens da CE-060, no distrito de Água Verde, no município de Guaiúba, a 38 Km da Capital, vai aumentando. Enquanto alguns vão ao local por curiosidade, outros procuram fazer fotos. Esse movimento, que já era comum, cresceu, na última semana, após o boato, que circulou na internet, de que a casa seria demolida devido ao alargamento daquela rodovia.
Apesar da falta de manutenção, o Casarão de Água Verde chama atenção pela beleza e local em que se encontra - em cima de um pequeno morro às margens da CE-060, em Guaiúba. Um dos principais destaques é o pôr do sol no local Foto: Kiko Silva

Quem trafega pela CE-060, seja em direção ao Maciço de Baturité ou no sentido de Fortaleza, consegue avistar de longe o casarão. Além da beleza, ele também se destaca pela altura em que está localizado, pois fica em cima de pequeno morro.

Ao se aproximar do terreno, percebe-se que ninguém mora por ali há um bom tempo. A casa não tem portas nem janelas e a grande quantidade de sujeira tanto dentro quanto fora do imóvel denuncia o abandono. A falta de manutenção é perceptível também pelas rachaduras em pares e no teto.

Mesmo com os problemas, é possível ver beleza no Casarão de Água Verde. As grandes portas e janelas são um dos principais destaque, junto com o pôr do sol que encanta a todos que visitam o local.

Popularidade

O estudante José Cauê Andrade disse que o lugar já se tornou um dos principais pontos turísticos da cidade, principalmente após a informação da possível demolição. Ele é um dos que gosta de ir ao local para explorá-lo do térreo ao telhado. "Sempre vejo muitas pessoas vindo aqui para tirar fotos. O sábado é o dia mais lotado", conta.

Depois de anos sem visitar a propriedade, o autônomo Pedro Pinheiro resolveu ir ao local com medo de que ele fosse realmente demolido. "Esse casarão faz parte da história da nossa cidade e precisa ser preservado. Acredito que vão fazer a estrada em outro lugar", afirma.

Abandono

As más condições do casarão deixam a comerciante Paula Araújo triste com essa situação, pois, desde criança, ela passa por lá e admira a construção. "Esse é um local único e, por isso, precisa de uma revitalização urgente", opina Paula.

Para o estudante Manoel Wanderson, o maior problema são as pessoas que vão até a casa para consumir drogas. "Infelizmente, há grupos que vêm aqui para bagunçar. Além de usar drogas, eles também escrevem nas paredes e sujam o chão", lamenta Manoel.

A assessoria de comunicação do Departamento Estadual de Rodovias (DER) informou que a propriedade não será demolida, pois o alargamento da CE-060 será feito no terreno ao lado. Além disso, os donos do casarão não estavam na lista de indenizados para a obra na rodovia.

Com o objetivo de tombar o casarão, o prefeito de Guaiúba, Kaio Holanda, já está realizado um estudo sobre o imóvel. "Precisamos saber a idade daquela casa e qual a sua história para podermos constatar se ela pode ou não ser um bem tombado", diz.

Além disso, ele ressaltou que será preciso ver a questão do tombamento também com os herdeiros da casa. "Caso seja tombado, a nossa ideia é criar um centro cultural ou de conivência. Mas, iremos pensar melhor nisso somente após o tombamento", frisou.

THIAGO ROCHA
REPÓRTER 
Fonte: Diário do 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Curso de Violão Gratuito - parceria da ONG História Viva e Sec. Municipal de Cultura.



A ONG História Viva, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Independência iniciam o Projeto Musicando Talentos (Curso de Violão gratuito). Com o objetivo de descobrir e estimular novos talentos a ONG História Viva e a Sec. de Cultura do município de Independência estão promovendo o despertar dos nossos jovens talentos.
Para a realização do Curso de Violão a ONG História Viva está cedendo o Espaço Cultural ONG História Viva e os 10 violões que foram ganhos no edital da Secult-Ce, o projeto selecionado foi Vozes e Violão, em contra partida a Sec. de Cultura e Turismo do nosso município nos cedeu o Prof. Rafael Two, as apostilas e também arcará com o material de expediente.
O Curso de violão gratuito está sendo realizado no Espaço Cultural ONG História Viva – (Antigo Batalhão) nos seguinte dias e horários: segunda-feira das 8:00h às 11:00h e das 14:00h às 17:00, as inscrições estão sendo feitas na Sec. de Cultura e Turismo, no Paço Municipal (prefeitura) de Independência.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Escolas do município de Independência comemoram o Dia do Saci

Fundação Senhor Pires - Foto: Divulgação
As comemorações referentes ao Saci são realizadas em diversas cidades brasileiras e já fazem parte do calendário cultural brasileira. Independência é décima cidade a aprovar uma lei municipal.
A programação do Dia do Saci tem como objetivo a valorização nacional do nosso patrimônio imaterial, isto é, a cultura; que está sofrendo um processo de aculturação na importação, por exemplo, o Halloween, uma festa da cultura norte-americana que está sendo (in)corporada na sociedade brasileira. 
O encontro é uma oportunidade de mobilização cultural e educativa envolvendo a comunidade e escolas municipais e particulares.

Alemberg e o Verdão do Cariri – Escritor Flávio Paiva

downloadEnquanto cresce no Brasil a quantidade de pessoas torcendo por clubes do futebol europeu, quer motivados pelos efeitos da nossa exportação de atletas ou como consequência da ampla visibilidade dada às equipes milionárias do grande negócio multinacional que se tornou esse esporte, o livro “Icasa do meu coração” (Casa Grande, 2013), de Alemberg Quindins, parte para o contra-ataque desse jogo. Cheio de simplicidade, mas também cheio de paixão, ele nos inspira a pensar no tanto que bom mesmo é torcer por um time local, aquele perto de nós, que tem a nossa cara.
Alemberg, o autor, é o criador e presidente da Fundação Casa Grande, de Nova Olinda (a cerca de 500 quilômetros ao sul de Fortaleza), no interior do Ceará, uma das mais exitosas experiências de organização da sociedade civil brasileira, conhecida e reconhecida internacionalmente. Mais do que apaixonado pelo Icasa, o Verdão do Cariri, cuja escolinha é frequentada pelo seu filho Pedro, ele sabe que o futebol é muito mais do que um jogo. Da sua fértil experiência com crianças e adolescentes, desenvolveu a convicção de que a arte do futebol integra muito bem o conjunto de meios educacionais de um lugar, assim como o teatro, a música e as pousadas comunitárias.
O bom desempenho do Icasa no campeonato brasileiro tem contribuído para a elevação da autoestima das pessoas no Cariri. Estive na Juazeiro do Padre Cícero por esses dias e, em conversa com o taxista Adailton, fiquei positivamente surpreso ao descobrir que ele é torcedor do Guarani, mas que deixou a rivalidade de lado para ver no Icasa um recurso de projeção da boa imagem da região. Além disso, ele argumentou que a participação de um time local no Brasileirão tem levado grandes clubes nacionais ao Cariri, aglutinando torcedores de vários municípios no estádio do Romeirão, o que é construtivo para manter a posição caririense de destacado polo econômico do Ceará.
Neste ano de 2013, o Verdão do Cariri comemora 50 anos da sua fundação, como time de operários da Indústria e Comércio de Algodão S/A – Icasa. Por isso, ao procurar definir a alma do seu time do coração, Alemberg vai às raízes da história do clube para abrir o livro com o trecho da música “Algodão” (Luiz Gonzaga / Zé Dantas), que canta o que é necessário para vencer a batalha na plantação e colheita do ouro branco mocó, de fibras compridas e sedosas: “É preciso ser forte, robusto, valente ou nascer no sertão”. A ideia de que o Icasa é uma equipe movida a trabalho e fé está cantada também no hino do clube, assinado pelo compositor Luís Fidelis: “Meu padim nos gramados do céu / é mais um craque a orar pelo Verdão”.
O texto e as ilustrações do livro “Icasa do meu coração” vêm sendo feitos há anos pelo Alemberg. São palavras e imagens emotivas, referentes à labuta algodoeira, ao ciclo socioeconômico do algodão, às movimentações no estádio, à recriação de cenas de jogo, lances mágicos, detalhes do uniforme e da vibração da torcida ciceropolitana em festa. Tem ardência nos traços do autor-torcedor, na força dos riscos e nas cores da sua paixão verde. Ele destaca a alegria de ter um time que ama, um time verde, cor de esperança, da beleza natural do vale caririense em tempo de chuva, o verde das folhas e o branco dos capuchos alvos de algodão, um clube com estado de espírito em tom de verde e branco, natureza, dureza, sonho e nuvem.
Narrar o orgulho de uma região pela conquista, pelo processo de ascensão do seu time nos campeonatos estadual e nacional de futebol, fixando o dinâmico e roteirizando o imprevisível, é uma tarefa de afoitos. Mas é assim, cheio de confiança e garra que Alemberg transmite a pureza do futebol amor, do futebol diversão, do futebol cultura. “U-tererê!”, brada o torcedor em seu grito de guerra, afirmando crenças. É um grito que ecoa como parte do fenômeno que transforma o Brasil de dentro, que desconcentra o poder de vitória estabelecido pela modernidade urbana quase como prerrogativa litorânea.
Do ponto de vista empresarial, pode-se dizer que o Icasa iniciou há cinco décadas o que a empresa austríaca Red Bull vem fazendo atualmente em vários países, que é montar um time de marca própria para se projetar em campeonatos, em vez de ser apenas patrocinador. No Brasil, a exemplo do que vem fazendo na Áustria, nos Estados Unidos, na Alemanha e no Gana, a equipe dessa multinacional já foi campeã da segunda divisão paulista, tendo como objetivo chegar à tele vitrine do campeonato brasileiro.
Apesar disso, não penso em times como o Icasa sendo alavancados por bilionários como o sheik de Abu Dhabi, dono do Manchester City, que é um time regional inglês. Também não vejo as equipes do interior do Brasil controladas por petrodólares do Catar, como o Barcelona, ou por investimentos de principado, como o caso do Mônaco. Exageros à parte, ao ler o livro do Alemberg fiquei tentado a acreditar que, mesmo em um cenário dominado pela distância do futebol-negócio, ainda há espaço para a proximidade do futebol-paixão.
 
Escritor Flávio Paiva
Fonte: http://independencianews.com.br/?p=10443